Entretenimento chega à bolsa de valores e superam grandes empresas

Ajude a essa informação chegar até quem precisa.Comente, compartilhe e participe!
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Um setor desconhecido, sem histórico de negócios, de baixa previsibilidade, alta dose de subjetividade, mas bastante promissor dado o interesse do público brasileiro por eventos culturais e pela música pop. Foi assim que o mercado de capitais recebeu a entrada na Bolsa de Valores da Time for Fun (TF4), a promotora de eventos culturais e de shows que trouxe ao Brasil o grupo U2 e a cantora Madonna. A informação é do jornal Folha de S. Paulo do último sábado (16/4).

Primeira empresa brasileira de entretenimento na Bolsa, a Time for Fun levantou R$ 539,3 milhões com a venda de ações e desbancou os críticos que duvidavam da profissionalização e da transparência mínima exigida para conseguir o dinheiro dos investidores profissionais.

As empresas da área cultural são criticadas pela baixa profissionalização e pela alta informalidade.

As ações foram vendidas a R$ 16 cada, no centro do intervalo de preço previsto, destoando da maioria das novatas da Bolsa que venderam ações abaixo do preço mínimo neste ano.

Além de organizar shows, a T4F é dona do Credicard Hall, Citibank Hall e do Teatro Abril em São Paulo; tem ainda o Citibank Hall do Rio de Janeiro e o Citi Opera de Buenos Aires. Também comercializa ingressos, vende alimentos e bebidas, e produtos promocionais.

Fundada por Fernando Luiz Alterio, a empresa tem ainda como acionistas a mexicana CIE International e um fundo de investimento da Gávea, do ex-presidente do BC Armínio Fraga, que reduziram suas participações.

Segundo Reginaldo Alexandre, presidente da Apimec-SP (associação dos analistas), o sucesso da abertura de capital da Time for Fun abre o mercado de capitais para outras empresas de entretenimento pulverizadas no país, como gravadoras, produtoras de audiovisuais, companhias de teatro, casas gastronômicas, eventos esportivos, corretores de patrocínio, entre outras.

“O setor de entretenimento é muito promissor no Brasil. É um setor cíclico [que segue o desempenho da economia.] O IPO [abertura de capital] mostra que o mercado de capitais voltou à vida, renasceu, é mais representativo da diversidade da economia.”

Os analistas, porém, continuam reticentes em relação à capacidade de analisar o setor e de fazer projeções factíveis de receita, que variam segundo fatores imponderáveis e subjetivos como o interesse do público, a exposição na mídia dos artistas e o momento da carreira de cada uma das atrações.

“É um setor desconhecido, tem evento que estoura e evento que não desperta interesse. Mas não é muito diferente de outros setores que pareciam também impossíveis de se analisar, como a construção civil. Lembra muito a volatilidade de preços que existe em outros mercados, como o commodities”, disse Alexandre. “O níquel, por exemplo foi de US$ 54 mil em 2007 a US$ 9.500 a tonelada em 2008. O mercado sabe trabalhar com essas variações, mas tem que aprender como funciona o negócio de shows e entretenimento”, completa.

*Com informações da Folha de S. Paulo

Você também vai gostar de ler estes...

Leave a Comment