PB: Comunidades quilombolas Paraibanas visitam exposição sobre Gana

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Cerca de 90 representantes de comunidades quilombolas paraibanas visitaram, no domingo (1), a mostra fotográfica “A Costa do Ouro: Mina de Escravos”, do fotógrafo italiano Alberto Banal, na Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, em João Pessoa (PB). A programação do Projeto “Raízes: o quilombo reencontra a África”, da Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afro-descendentes da Paraíba (Aacade-PB) e da Comissão Estadual de Comunidades Negras e Quilombolas da Paraíba (Cecneq), incluiu ainda a exibição do Grupo de Ciranda e de Dança Afro da Comunidade Caiana dos Crioulos, do município de Alagoa Grande. Em seguida realizou-se projeção de documentário sobre escravidão e a realidade do Gana, país da África; além de almoço no Salão Panorâmico da Torre Mirante.

Houve ainda uma apresentação do Projeto Paratibe em ação, com demonstrações de Ciranda mirim, capoeira e maculelê e os representantes de comunidades quilombolas também aproveitaram a oportunidade para debater com estudantes africanos que fazem graduação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “A visita permitiu que os remanescentes de quilombos conhecessem um pouco mais sobre a cultura de seus antepassados”, afirmou a presidente da Aacade-PB, Francimar Fernandes. O Projeto “Raízes: o quilombo reencontra a África” contou com o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa, da Caixa Econômica Federal (CEF), do Governo Federal e dos Projetos Casa de Leitura e Fotógrafos de Rua.

Mostra fotográfica
A mostra fotográfica “A Costa do Ouro: Mina de Escravos” é fruto de uma viagem feita pelo fotógrafo Alberto Banal ao Gana, a antiga Costa do Ouro, um dos mais antigos centros do comércio de escravos para as Américas. A Costa do Ouro conserva intactos, ao longo dos 500 quilômetros de sua faixa litorânea, 15 castelos e fortes que pertenceram a Portugal, Holanda, Inglaterra, Dinamarca, Suécia, Bandeburgo e França. Os castelos hoje estão sob a tutela do Ghan Museum & Monuments Board e, devido a sua importância histórica e arquitetônica, foram reconhecidos em 1984 como patrimônio da humanidade pela Unesco.

O objetivo inicial era conhecer e documentar as origens de uma parte do povo negro escravizado no Brasil, cuja herança ainda é vivenciada nas comunidades quilombolas. Alberto Banal visitou castelos, fortes e fortalezas no período de 5 a 21 de agosto de 2010, além de ter conversado com habitantes do Gana e escutado seus relatos. “Se ser negro é difícil, mais ainda é ser negro de comunidades rurais e nordestinas”, disse Banal um dos responsáveis pelo reconhecimento e descrição das comunidades quilombolas no Estado. A exposição “A Costa do Ouro: Mina de Escravos” tem o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa, da Estação Cabo Branco e da Faculdade Maurício de Nassau, e é patrocinada pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pelo Ministério da Cultura do Brasil.

Perfil
Alberto Banal nasceu em Trentino, na Itália, e é Formado em Letras e Filosofia pela “Università Degli Studi de Milão”. Foi professor de educação musical e trabalhou por 30 anos como diretor de marketing, diretor comercial da editora Multinacional de revistas especializadas na Itália. Foi vereador em sua cidade natal. Fundador da Universidade da Terceira Idade (Uniter). É autor dos livros “28 Giorni” (memórias) e “Nel Paese di Fruttilandia” (fábula), em que teve sua venda revertida para obras sociais no Brasil. Foi cantor e compositor de dois discos com músicas espirituais. Produziu espetáculos teatrais e musicais. Possui um precioso arquivo de memórias fotográficas. Reside em João Pessoa (PB) desde 2005, onde atua como documentarista, dando visibilidade à população negra das comunidades quilombolas da Paraíba. É integrante da Aacade-PB, onde coordena o projeto Casas de Leitura. É autor do projeto Fotógrafos de Rua, em que ministra aulas de fotografia para adolescentes de comunidades menos favorecidas. Integra a Casa dos Sonhos, que trabalha com crianças e adolescentes na comunidade Santo Amaro, localizada no município de Santa Rita (PB).

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