plataforma iberoamericana abriga debates sobre industrias culturas e criativas

Em meio a uma crise econômica e política que assola toda a Europa, Portugal e Espanha, países considerados periferias de seu continente, buscam na cultura vias para o desenvolvimento sustentável. Em parceria com o Brasil, pesquisadores dos países europeus criaram umarede social que pretende reunir pessoas que “investigam, trabalham ou têm interesse direto ou indireto no setor das indústrias culturais e criativas”, como explica um dos idealizadores da plataforma, o professor José Carlos Mota, daUniversidade de Aveiro, Portugal.

A rede, que teve origem nas discussões de oito especialistas – Catarina Selada (INTELI, Portugal), Fernando de Sousa (Universidade de Algarve eAPGICO, Portugal), João Seixas (ICS, Portugal), José Carlos Mota(Universidade de Aveiro, Portugal), Décio Coutinho (SEBRAE, Brasil),  Fernando Viana (Fundação Brasil Criativo, Brasil), Regina Miranda (Cidade Criativa/ Transformações Culturais, Brasil) e Juan Freire (Universidade de Corunha, Espanha) –,  já conta com mais de 120 participantes dos três países, com percursos profissionais diversos, e deve se expandir com a divulgação direcionada a veículos especializados na cobertura cultural, como o blogAcesso.

A plataforma de conhecimento foi construída com base em cinco objetivos fundamentais: ajudar a aprofundar a reflexão sobre o potencial das atividades do setor cultural e criativo; avaliar as diferentes dimensões e implicações territoriais, sociais, econômicas e políticas; assegurar um espaço para a divulgação e visibilidade de projetos de referência nesta área; discutir o quadro de políticas públicas (locais e nacionais); e criar pontes entre países da Ibéria e da América Latina, nos quais a temática merece particular atenção.

“O tema das indústrias culturais e criativas vem ganhando uma importância crescente. Como sinal desse interesse, diversos eventos mostram a relevância e a pertinência da partilha de conhecimento e de experiências sobre o assunto – numa perspectiva abrangente e de ligação com apostas complementares –, além d a necessidade de assegurar o funcionamento de espaços transversais de diálogo, que juntem decisores, investigadores, agentes do setor cultural e criativo e comunidades locais”, afirma o professor José Carlos Mota.

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