Poder público e agentes cuturais dialogam no Fórum de Políticas Culturais

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Poder público e agentes cuturais dialogam no Fórum de Políticas Culturais

Roberto Peixe_Foto_Fabiana Costa_Secult

Após o bem sucedido lançamento do Fórum de Políticas Culturais, em junho, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) promoveu a segunda edição do projeto na noite de quarta-feira, 20, na Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPED). Agentes culturais e cidadãos interessados em debater cultura enquanto política pública participaram do encontro, cujo convidado especial foi Roberto Peixe, secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (MinC).

Peixe iniciou sua participação com um resumo da estrutura da pasta que comanda e das ações executadas durante sua gestão. Em sua apresentação, lembrou que o MinC vem ganhando força desde 2003 e disse que o desafio agora é fortalecer a área da Cultura nos Estados e municípios. A partir desse gancho, Peixe abordou a formação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), assunto que dominou boa parte do debate com os participantes do Fórum.

O Sistema Nacional de Cultura

O SNC é um modelo de gestão criado pelo MinC para estimular e integrar as políticas públicas culturais implantadas pelos governos federal, estadual e municipal. O principal objetivo é descentralizar e organizar o desenvolvimento cultural do Brasil, uma forma de garantir que determinados projetos continuem a ser executados, mesmo com a alternância de comando no poder público.

A implantação do Sistema depende de uma série de fatores, inclusive da mobilização nos Estados. Em Sergipe esse movimento já começou. “Cinco municípios sergipanos já aderiram ao Sistema Nacional de Cultura, incluindo Aracaju. O número ainda é tímido, mas há um compromisso da Secretaria da Cultura de Sergipe em avançar nessa questão, buscando uma maior articulação com prefeitos e gestores municipais da Cultura”, comentou Peixe.

Marcelo Rangel e Roberto Peixe_Foto_Fabiana Costa_SecultUma série de perguntas e respostas encerrou a segunda edição do Fórum de Políticas Culturais. Roberto Peixe exaltou a participação dos agentes culturais sergipanos naquela noite e classificou a discussão como “de alto nível”. A opinião é compartilhada pelo secretário interino de Estado da Cultura, Marcelo Rangel, mediador do debate, que ficou satisfeito com os frutos colhidos com esse segundo encontro do Fórum.

“Repetimos o bom público da primeira edição e podemos dizer que o sucesso de ambos os encontros já consagra o projeto. A gente vê que cada vez mais os agentes culturais estão interessados em saber como funciona a política cultural e, com isso, a Secult vai atingido um de seus objetivos: envolver quem produz cultura no processo de pensar os rumos da política cultural e perceber qual papel cada um pode desempenhar nesse contexto”, declara Rangel.

Debate produtivo

Quem compareceu à segunda edição do Fórum de Políticas Culturais não se arrependeu. Aspirante a atriz, Ludmilla Fernandes disse que a discussão foi esclarecedora em diversos pontos. “O que achei mais interessante foi a explanação do secretário Roberto Peixe acerca da necessidade de articulação entre quem produz cultura com quem deve fomentá-la, ou seja, poder púbico e iniciativa privada”, cita Ludmilla.

Pesquisador da área de cultura, Aquilino Brito Neto acredita que o Fórum é um importante momento de discussão sobre a política cultural de Sergipe e a relação do Estado com o Governo Federal nesta área, além de facilitar discussões paralelas, mas não menos importantes, como a melhor utilização dos espaços públicos para promoção da cultura.

A paulistana Marina de Castro mudou-se para Aracaju há seis meses. Estuda museologia na Universidade Federal de Sergipe (UFS) e não pensou duas vezes quando teve conhecimento do Fórum através da imprensa. “Fiquei entusiasmada com essa oportunidade de conhecer mais sobre a política cultural do Estado e achei a discussão muito produtiva. A gente sai daqui com a sensação de que o poder público está mais próximo de quem produz e aprecia cultura”, opina.

John Eldon, que se apresenta como agente cultural das mais diversas linguagens, gostou de saber mais sobre o Sistema Nacional de Cultura e o papel que ele pode protagonizar nesse processo. Além disso, John acredita que a discussão sobre a articulação com os diversos poderes e setores da sociedade despertou muitos dos participantes do Fórum para essa necessidade.

fonte MINC

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