Projeto Alcântara(MA) – Cidade Sustentável é apresentado à comunidade

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A Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, apresentou na última quarta-feira (1), o projeto Alcântara- Cidade Sustentável durante reunião realizada com lideranças de comunidades quilombolas do município. O encontro aconteceu no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado a 408 quilômetros da capital São Luis, no Maranhão, com a participação da Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Secretaria de Estado de Igualdade Racial.

O projeto elaborado pela AEB, em parceria com a Alcântara Cyclone Space, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e o Instituto de Cidadania Empresarial do Maranhão (ICE_MA), visa o desenvolvimento do município de Alcântara, formado por aproximadamente 3500 famílias quilombolas. A proposta é atender as comunidades da região com geração de trabalho e renda, por meio de ações de reaproveitamento de resíduos, uso racional da floresta, habitação, saneamento, agricultura de alimentos e energia.

O projeto também contempla a criação de um espaço multifuncional para atendimento de saúde, cozinha comunitária, realização de oficinas comunitárias e atividades culturais; uma estação de triagem, para separação do lixo; além da cidade digital, cooperativas, escolas e hotéis.  Um novo atracadouro de cargas deve ser construído, ainda este ano, próximo às agrovilas Espera e Cajueiro.

De acordo com o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, coronel Nilo Andrade, o projeto vai levar benefícios concretos às famílias quilombolas, contribuindo para a autonomia da população. “ A proposta vai garantir que tenhamos um feedback da comunidade para que possamos saber o que ela quer e pensa e, assim, oferecer uma qualidade de vida aos moradores da região”, destacou.

Nilo Andrade disse ainda que a implementação de cada fase dos programas deve ter a participação dos representantes das comunidades quilombolas de Alcântara. Para aprender a lidar com a nova realidade que foi apresentada, eles terão o treinamento e a capacitação necessários. “Eles terão todo apoio da AEB e de nossos parceiros. No caso das cooperativas, a finalidade é assinar um acordo de parceria pública-privada, com o qual os quilombolas tenham toda assistência necessária por 35 anos renováveis por mais 35”, explica.

Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, a comunidade que durante muitos anos ficou isolada agora vai ter o direito de acessar aos bens culturais e econômicos. “O desafio é assegurar a inserção social. O governo brasileiro quer buscar as soluções para as comunidades quilombolas por meio do diálogo. É um processo. E isso é o que estamos fazendo aqui”, enfatizou.

Comunidade Quilombola – Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Samuel Araujo Moraes, a reunião cumpriu sua finalidade que era a de apresentar o projeto, agora, é preciso ver a viabilidade da implementação das propostas. “ Vejo benefício no projeto, mas vamos nos reunir e discutir as propostas apresentadas e só assim poderemos ter uma opinião certa sobre os benefícios do projeto para a região. Uma nova reunião foi marcada para a primeira quinzena de março”, comentou.

Uma das preocupações colocadas durante a reunião foi com relação a titulação das terras.  Certificada pela FCP, em 2004, a comunidade quilombola de Alcântara aguarda agora a titulação pelo  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A presidente da Associação da Comunidade Mamona, Militina Garcia, acredita que o projeto Alcântara Cidade Sustentável garantirá o desenvolvimento das comunidades, mas a titulação dará o direito a terra. “Sabemos que o desenvolvimento é necessário, mas a titulação é o que vai assegurar a permanência, a posse à terra e o desenvolvimento”, esclareceu.

Conheça aqui o projeto Alcântara – Cidade Sustentável.

Mônica Santos/FCPMônica Santos/FCPPresidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais manifesta interesse da comunidade pela titulação da terra
Mônica Santos/FCP 
Mônica Santos/FCP

Presidente da Fundação Cultural Palmares, secretária de Estado da Igualdade Racial e representantes da AEB

Por Mônica Santos

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