Redes Sociais estimulam econegócios

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As redes sociais tornaram-se mais uma fonte de divulgação das empresas e, para muitas, até uma plataforma para novos negócios. Temáticas, algumas dessas redes ajudam também a alavancar setores ainda tímidos, como o ambiental.

Para ajudar a centralizar informações para quem quer ser um consumidor consciente, redes sociais ambientais acabam se tornando mais uma vitrine para pequenos e médios empresários.

Desde março do ano passado, o empresário Luiz Eduardo Miguel Pardo, 50, tem um perfil no Made in Forest, uma rede social ambiental, criada em 2010 no Brasil, que agrega 25 mil perfis de pessoas físicas e empresas de 76 países do mundo.

Há dez anos aproveitando resíduos de madeira e bambu para confeccionar cadeiras e outras peças de decoração, o ex-jornalista viu a produção do seu ateliê, em Santo Antônio do Pinhal (a 171 km de São Paulo), dobrar depois que passou a utilizar a internet como meio de divulgação do seu trabalho. “O negócio cresceu por causa da internet”, afirma.

Hoje, Pardo tem perfis em praticamente todas as grandes redes sociais e no Ecorreto – outra rede ambiental, criada em 2009, que agrega os serviços do Twitter e do Facebook, e que tem hoje 483 membros.

Tanto no Made In Forest como no Ecorreto, as “ecoempresas” criam perfis e podem ser encontradas facilmente por quem quer consumir produtos e serviços ambientais e não apenas pelos usuários das redes.

“O que nós promovemos é a economia verde, mostramos que essas empresas existem”, afirma Martin Mauro, um dos fundadores da rede, que tem 7.800 empresas brasileiras cadastradas.

Mais que alavancar os negócios, Pardo enxerga nas redes ambientais a oportunidade de trocar informação. “A internet permite que você encontre pessoas interessantes da área que ajudam no seu trabalho”, diz.

Susi Paiva, 32, sócia do Rio Eco Consciente, empresa carioca que agrega cooperativas e pequenas empresas para comercializar produtos e serviços com menor impacto ambiental, também vê nas redes ambientais a possibilidade de ampliar contatos comerciais.

“Não temos como mensurar [a influência dessas redes no negócio], mas sabemos que há uma maior visibilidade para o negócio, até porque nosso público está na internet”, diz Paiva, que fechou negócios com fornecedores através da rede social. “O que vale é o networking que você faz”.

Para criar perfis nessas redes, não há custos nem para os empresários e nem para os consumidores.

CAMILA MENDONÇA
DE SÃO PAULO

DA FOLHA

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