Paulo Autran é declarado patrono do teatro brasileiro

Paulo Autran

O ator Paulo Autran, falecido em 2007, é oficialmente o patrono do teatro brasileiro. A homenagem, determinada pela Lei 12.449/11, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada e publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18). A lei é oriunda do PLC 252/09, do ex-deputado Pompeo de Mattos, aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) no dia 7 de junho.


Paulo Paquet Autran nasceu no dia 7 de setembro de 1922 no Rio de Janeiro. Estreou sua primeira peça em 1947, incentivado pela também atriz Tônia Carreiro, e ao longo de suas décadas de sucesso passou a ser conhecido pelo epíteto de “senhor dos palcos”. Com um currículo de 90 peças teatrais, Autran também fez sucesso no cinema e na TV, sendo lembrado até hoje pelo papel marcante na novela Guerra dos Sexos.

Ator brasileiro de teatro, cinema e televisão, Paulo Paquet Autran nasceu no dia 7 de setembro de 1922 no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo, no dia 12 de outubro de 2007. Considerado um dos maiores atores brasileiros e conhecido pelo epíteto de “o senhor dos palcos”, Autran estreou sua primeira peça em 1947, incentivado pela também atriz Tônia Carreiro, tornando-se logo um grande sucesso.


Mudou-se cedo para São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida. Estudou Direito na Faculdade do Largo São Francisco por influência do pai, que era delegado de polícia. Formou-se em 1945 e também pensava em ser diplomata. Desapontado com a profissão de advogado, começou a participar de peças teatrais amadoras. No começo, relutou, afirmando que não era ator profissional, mas recebeu grande incentivo de Tônia Carreiro e dedicou-se ao teatro.

Ganhando êxito comercial e destaque no meio artístico, além de receber vários prêmios por sua atuação, Autran resolveu largar de vez a advocacia, passando a se dedicar exclusivamente à carreira artística. Ao falar sobre sua decisão de abandonar o direito, em entrevista concedida à imprensa em 2006, o ator disse “graças a Deus”, pelo fato de nunca mais ter advogado. E completou: “No dia que eu aceitei (ser ator), tirei meu anel de advogado, presente de pai, dei para uma amiga e nunca mais entrei num fórum”.

Sobre a profissão de ator e outras profissões consideradas mais estáveis, Autran disse: “Qual é a profissão estável? Qual a situação estável? Se você não enfrenta a sua vocação de verdade… É claro que nossa profissão é instável sim, mas quem tem que fazer teatro encara isso como desafio a mais. Uma paixão a mais”.

Sua prioridade sempre foi o teatro, sua grande paixão, onde desenvolveu sua arte. Teve, no entanto, memoráveis atuações na televisão e no cinema, em especial por sua participação em Terra em Transe, de Glauber Rocha. Também participou, entre outros filmes, do longa O ano em que meus pais saíram de férias, escolhido para representar o Brasil na cerimônia do Oscar.

Em sua carreira artística, Autran atuou em 90 peças teatrais no período de 1947, começando com Esquina perigosa, de J.B. Priestley, a 2006, ano em que se apresentou em O Avarento, de Molière. Com a peça O Avarento, Autran estreou seu 90º espetáculo no teatro. Nesse período, o ator já apresentava problemas de saúde e a peça teve sua temporada suspensa.

Entre as demais peças que atuou, destacam-se Rei Lear, de William Shakespeare; Quadrante, com texto e direção do próprio Autran; A vida de Galileu, de Bertold Brecht; Fim de jogo, de Samuel Beckett; À Margem da vida, de Tennessee Williams; Mortos sem sepultura, de Jean Paul Sartre; e Édipo Rei, de Sófocles.

Ao longo de sua carreira, estabeleceu importantes parcerias com diretores como Adolfo Celi, Zbigniew Ziembinski e Flávio Rangel, além de atrizes, como Tônia Carreiro. Na televisão, destacou-se em Guerra dos sexos, novela na qual contracenou com Fernanda Montenegro. Também protagonizou cenas antológicas da teledramaturgia, quando viveu o vilão carismático Bruno Baldaraci em Pai Herói. Fez ainda participações especiais em minisséries para a televisão, uma delas em 2004, em Um só coração.

No ano anterior a sua morte, Autran passou por diversas internações devido a um câncer de pulmão. Foi tratado com quimioterapia e radioterapia e, mesmo assim, continuou a atuar em O Avarento, mantendo também seu vício de fumar quatro maços de cigarros por dia. Casado desde 1999 com a atriz Karim Rodrigues, Autran faleceu aos 85 anos de idade, depois de sofrer, além das complicações decorrentes do câncer, de um enfisema pulmonar. Seu corpo foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo e cremado no Crematório da Vila Alpina.

com informações da agência Senado

Gestor Social e Bacharelando em Ciências Contábeis pela Universidade Ceuma. Especialista em projetos socio-Culturais, Cordelista nas horas vagas , empreendedor social. Criador deste site, que,  desde 2011  já contribui com inúmeras entidades em todo país através de consultorias para entidades do 3º Setor na elaboração e planejamento estratégico e orçamentário . Adoro café , as noites com livro e cinema , world music e está em casa curtindo a família.

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