Plataforma de inteligência artificial quer combater a violência contra mulheres

Idealizada pela professora Cristina Castro-Lucas em conjunto com a Empresa Social Ink Inspira e outras empresas de notório saber das áreas de tecnologia, o projeto Glóriaé uma plataforma de inteligência artificial que objetiva diminuir todas as formas de violência contra mulheres e meninas.

A inteligência artificial foi criada por meio de interfaces inteligentes e de autoaprendizagem a partir de um conjunto de algoritmos capazes de evoluir com interações em linguagem natural com o usuário. Ao conversar com Glória, as pessoas vivenciarão comportamentos e atitudes de uma pessoa real. Ela entenderá os fatos abordados e identificará soluções para a quebra do ciclo de violência.

O projeto tem o objetivo de alcançar mais de 20 milhões de pessoas, além de gerar relatórios com segmentação por faixa etária, local, dados socioeconômicos e padrão de ocorrências. A plataforma também permite identificar, intervir, apoiar e educar na questão da violência contra meninas e mulheres. 

Glória pode ser considerada um serviço de utilidade pública, pois facilita o acesso de milhares de mulheres a informações importantes e se comunica de forma empática e sem julgamentos – características difíceis de encontrar 
atualmente no serviço público oferecido, que é composto majoritariamente por homens.

“Precisamos fazer mais do que punir os agressores. E para impedir que esse tipo de crime aconteça, é importante saber como e quanto ele ocorre. Os relatórios poderão auxiliar o poder público na formação de políticas, projetos e ações para combater a violência contra a mulher”, afirma a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres e Deputada Federal Luísa Canziani.  

O lançamento acontecerá na próxima terça-feira, dia 23/04, na Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres às 17h30 no Salão Nobre da Câmara dos deputados, em Brasília.

Violência contra a mulher

De acordo com o Relógios da Violência, desenvolvido pelo Instituto Maria da Penha, uma mulher é vítima de violência física ou verbal a cada 2 segundos no Brasil. A maior parte dos casos é reincidente.

Foram registradas 221.238 denuncias de violência domestica em 2017. Mais de 606 casos por dia. Os estupros tiveram um crescimento de 10,1% de 2016 para 2017. Ao todo, 61.032 casos foram denunciados. Mortes consideradas feminicídios somaram 1.133 casos.

O Brasil tem mais de 116 milhões de pessoas conectadas à internet, o equivalente a 64,7% da população com idade acima de 10 anos e em 2016 (ano da pesquisa), a proporção de mulheres conectadas foi maior que a de homens: 65,5% delas tinham acesso. Isso significa que o projeto possui potencial para atingir 65,5% de todas as mulheres do Brasil. Fazendo o uso de parcerias estratégicas, da mídia e mesmo do próprio uso da internet como ferramenta em que as pessoas se sentem mais à vontade para se abrir e procurar ajuda, esse projeto poderá chegar a pessoas que jamais teriam acesso a esse tipo de conteúdo ou ajuda, e capturar dados muito mais relevantes, assertivos e reais.

Fonte: Carla Damião, Diretora da Ink Inspira.

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