Projeto de fundo da ONU chega a 11 estados brasileiros para estimular crescimento no semiárido

Retomado no ano passado, o projeto Dom Helder Câmara foi ampliado para beneficiar 60 mil famílias que vivem em zonas rurais do semiárido brasileiro. O programa, que é financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), está presente agora em 11 estados. No início de abril, gestores da iniciativa rodaram por seis de todas as unidades federativas beneficiadas para divulgar ações futuras.

“Teve municípios também cuja cobertura foi aumentada em quase dez vezes. Já o número de famílias atendidas aumentou mais de quatro vezes a sua capacidade de incorporação, que passou de 13,5 mil para 60 mil famílias”, explicou Rodrigo Almeida, coordenador-geral da iniciativa.

O dirigente esteve em João Pessoa, Natal, Alagoas, Fortaleza, Aracaju e Teresina, onde se encontrou com representantes dos governos estaduais, municipais, sociedade civil, movimentos sociais, federações de agricultores e sindicatos.

A base do Dom Helder é a Assistência Técnica e Extensão Rural — conhecida pela sigla ATER — voltada para o semiárido. Dados do Censo Agropecuário revelam que os agricultores familiares que recebem esse tipo de acompanhamento regularmente têm rentabilidade por hectare até quatro vezes maior do que os que não têm acesso ao serviço. A consultoria permite aprimorar processos produtivos e concretizar planos de negócio que garantam subsistência e inserção comercial.

A primeira fase do Dom Helder teve início em 2001 e foi encerrada em 2010. O projeto foi implementado em sete estados com empréstimos concedidos pelo FIDA, responsável por trinta porcento do orçamento. Com a retomada do programa, em outubro do ano passado, o organismo internacional renovou a cooperação com os governos estaduais parceiros para disponibilizar a mesma parcela de recursos.

Em Natal, o titular da Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário do Rio Grande do Norte, Klebber Pinto, disse que na primeira fase, o projeto contemplava apenas ao Sertão do Apodi, região correspondente à cidade do Apodi e mais 16 municípios vizinhos. Com a expansão, um total de 85 cidades passará a fazer parte da iniciativa.

“Até 2020, serão atendidas 4.588 famílias, o que significa inserir esse agricultor familiar que, na maioria das vezes, não tem assistência técnica e que nem sempre pode acompanhar e se inserir nas políticas públicas, pois boa parte desse pessoal é analfabeto”, explicou Klebber.

fonte: ONU

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