Ranking da felicidade da ONU: Finlândia está em primeiro lugar e Brasil perde quatro posições

Há sete anos, a ONU (Organização das Nações Unidas) lança o ranking que indica os países mais felizes e menos felizes do mundo. É o World Hapiness Report, que leva em conta índices fundamentais para o bem-estar como distribuição de renda, expectativa de vida, apoio social, educação, sistema da saúde, igualdade, liberdade, confiança e generosidade. Também considera a influência da tecnologia da informação, o tipo e aperformance do governo e as normas sociais, porque tudo isso influencia pessoas e comunidades, grupos.

Sim, em alguns casos, as medidas são subjetivas, mas a avaliação se pauta principalmente pela qualidade de vida das pessoas – com um “lugar especial” reservado aos imigrantes – e isso é notório.

Este ano, a instituição fez um compilado dos índices dos últimos três anos. Então, no caso do Brasil, analisou o ano do impeachment de Dilma Roussef – quando a democracia começou a ruir – e o período do governo Temer, que deu início à destruição da economia, do meio ambiente e de direitos, só para citar algumas áreas. Está explicado porque o país caiu quatro posições: foi da 28a. para a 32a. Mesmo assim, é o segundo país mais feliz da América do Sul, atrás do Chile que, mesmo com o aumento do suicídio entre os mais velhos – por causa da sua reforma da previdência -, conseguiu se manter estável.

A julgar pelas condições dos países desse bloco, não dá pra celebrar. E, com base na performance do governo Bolsonaro, até agora, não é difícil prever que cairemos muito mais no ranking da ONU porque o presidente eleito e seus ministros estão destruindo tudo: saúde (dos indígenas, inclusive), educação, direitos, meio ambiente…. tudo o que garante a qualidade de vida das pessoas.

Considerando apenas os países da América Latina, o mais feliz é a Costa Rica, na 12ª posição. Interessante: esta é a nação que mais investiu em conservação do meio ambiente. Isso revela muito, claro. Em seguida vêm México (23), Chile (26), Guatemala (27) e Panamá (31).

E por que, entre 156 nações, a Finlândia ficou em primeiro lugar? Por que é o país mais feliz do mundo? Ela obteve a maior pontuação: 7.769. E os principais fatores que colaboraram para a obtenção desse resultado foram os índices elevados em educação, saúde, expectativa de vida e conscientização sobre a desigualdade. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, o país está entre os que apresentam a menor desigualdade entre homens e mulheres. Não encontrei nenhuma informação sobre desigualdade de gênero relacionada às pessoas LGBTQ.

Fazem companhia à Finlândia países como a Dinamarca (2), a Noruega (3), a Islândia (4) e a Holanda e os Países Baixos (5). Em seguida, estão Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Canadá, Áustria e Austrália. Na verdade, o ranking dos 10 mais felizes só foi alterado pela posição dos países, que são os mesmos. A maioria, europeus, veja: 
– em 2016: Dinamarca era o mais feliz, seguido por Suécia e Finlândia;
– em 2017: Noruega era o mais feliz, seguido por Dinamarca, Islândia, Suiça e Finlândia;
– em 2018: Finlândia era o mais feliz, seguido por Dinamarca e Islândia.

Ah, mas não dá pra ser feliz totalmente se todos não são felizes. Pior ainda quando se causa a infelicidade dos outros, como é o caso da Noruega, o terceiro país mais feliz do mundo (só pra citar um exemplo). O país tem algumas das petrolíferas mais atuantes no mundo, que exploram regiões paradisíacas e deixam um rastro de infelicidade por onde passam.

Recentemente, o partido trabalhista – o maior do país – não aprovou a exploração de petróleo no arquipélago de Lofoten por entender que ele deve ser preservado e é necessário investir em energias renováveis. Perfeito, mas também deveria impedir que suas grandes petrolíferas e mineradoras fizessem estragos em outras regiões do mundo, como aconteceu no Brasil no início de 2018. Noticiamos aqui: Um mês depois de vazamento, mineradora norueguesa reconhece despejo ilegal de resíduos tóxicos no Rio Pará, em Barcarena.

Voltando ao ranking…

Do lado oposto, está o Sudão do Sul como o país mais infeliz. Creio que não é preciso dizer porquê. Lá, miséria pouca é bobagem. E os abutres são muitos. Aliás, nas dez últimas posições estão praticamente países da África e do Oriente Médio e o Haiti, da América Central. O que todos têm em comum: são devastados pela guerra e pela fome e, obviamente, enfrentam dificuldades financeiras gigantescas. Este é o resultado inevitável da desigualdade, da concentração de renda, do capitalismo.

O Sudão “ganha em infelicidade” de países como a República Centro-Africana (155), o Afeganistão (154), a Tanzânia (153) e Ruanda (152), todas nações massacradas por conflitos bélicos e/ou pelo terrorismo.

Os mais felizes

1. Finlândia
2. Dinamarca
3. Noruega
4. Islândia
5. Holanda/Países Baixos
6. Suíça
7. Suécia
8. Nova Zelândia
9. Canadá
10. Áustria
11. Austrália 
12. Costa Rica 
13. Israel 
14. Luxemburgo 
15. Reino Unido 
16. Irlanda 
17. Alemanha 
18. Bélgica 
19. Estados Unidos 
20. República Tcheca

Os mais infelizes

1. Sudão do Sul (no ranking, 156)
2. República Centro Africana 
3. Afeganistão 
4. Tanzânia
5. Ruanda
6. Iêmen
7. Malawi
8. Síria
9. Botswana
10. Haiti

Foto: The Phopee/Unsplash

via conexão planeta

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