UNICEF convoca candidatos a colocar infância e adolescência no centro da agenda eleitoral

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pede que os candidatos e as candidatas à Presidência da República e aos governos dos estados e do Distrito Federal coloquem os direitos e o bem-estar das crianças e dos adolescentes no centro das suas agendas eleitorais.

“Nas últimas décadas, o Brasil atingiu conquistas importantes para suas crianças e adolescentes”, disse Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil. “Porém, muitos deles ficaram excluídos do progresso. Nos próximos quatro anos, mais que manter os avanços, é preciso ir além e desenvolver políticas públicas que reduzam as desigualdades e providenciem para crianças e adolescentes mais oportunidades de desenvolver seu potencial”.

No documento “Mais que promessas: compromissos reais com a infância e a adolescência no Brasil”, lançado na quarta-feira (22) no Rio de Janeiro, o UNICEF identifica seis prioridades e propõe iniciativas concretas para responder aos desafios nestas áreas.

Apesar das conquistas obtidas nas últimas décadas, parte significativa dos 57 milhões de meninas e meninos brasileiros ainda não têm seus direitos básicos garantidos. O documento sugere políticas públicas, ações e investimentos que garantam direitos iguais para todas as crianças e adolescentes.

O lançamento do projeto aconteceu no Centro SEBRAE de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro, e contou com a participação de dois dos embaixadores do UNICEF no Brasil, os atores Renato Aragão e Lázaro Ramos.

“Quero convidar cada um para perguntar quais são as propostas de seus candidatos referentes às áreas da educação, saúde, nutrição e participação das crianças e dos adolescentes. Elas não podem esperar”, disse Renato Aragão, que trabalha com a agência desde 1991.

campanha “Mais que promessas” aborda temas como a superação da pobreza, segurança pública, direito à educação e participação da juventude no processo democrático. A iniciativa defende medidas que vão além do lugar-comum.

“Cuidar da violência é mais do que construir um prédio da escola e mostrar na propaganda da televisão. Essa campanha do UNICEF traz uma certa maturidade ao debate”, disse Lázaro Ramos.

Incentivo à participação política da juventude

 

Um dos objetivos da ação do UNICEF é incentivar a participação política dos meninos e meninas do Brasil. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 1,4 milhão de adolescentes entre 16 e 17 anos tiraram título de eleitor para as eleições de 2018.

“A participação vai além do voto, também são necessários processos que facilitem a presença da juventude em todas as decisões”, destacou Florence Bauer.

Durante o evento foi lançada ainda a plataforma virtual “Mais que promessas”. A ferramenta busca conectar os eleitores aos candidatos para que possam perguntar sobre questões relacionadas à infância e adolescência.

“Só os jovens conseguem trazer os olhares dos parlamentares e dos candidatos para as pautas de principal relevância para as crianças e adolescentes”, disse Patrick Medeiros, 16 anos, membro da Rede de Adolescentes e Jovens Promotores da Saúde. “Há anos a sociedade fala que política não é lugar para a gente, mas só nós conseguimos passar aquilo que realmente precisamos”, completou.

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